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Desodorantes & Antiperspirantes
Escrito por Farmácia Fórmula
Ter, 19 de Julho de 2011 00:26
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DESODORANTES & ANTIPERSPIRANTES

Por Wilma Honorio dos Santos
Farmacêutica, Pós-Graduada em Cosmetologia e Diretora Técnica da RX

- Introdução

A perspiração é uma importante função orgânica, permite a dissipação do calor do organismo através da mudança de fase de água líquida para vapor d'água acompanhada pela subseqüente evaporação. É um método extraordinariamente eficiente para prevenir a hipertermia ou o superaquecimento do corpo, permite que os seres humanos vivam em temperaturas extremas.
É um fenômeno corpóreo de grande importância fisiológica com impacto tanto sobre a higiene pessoal como sobre a estética social.
Também pode ser patológico, como a displasia ectidérmica anidrótica e suas variações, onde a falta de perspiração resulta na incapacidade de manter a temperatura corpórea normal em ambientes quentes.
Muitos consideram a perspiração indesejável na sociedade moderna. Ela pode também ser fonte de estresse emocional e de constrangimento pessoal.

- Mecanismos de produção do odor

Um dos mais inconvenientes aspectos da perspiração axilar é o odor resultante. O odor ocorre quando aumenta a contagem de bactérias nas axilas. O suor apócrino, muito menos abundante do que o écrino é responsável por grande parte do odor. É rico em material orgânico ideal para o crescimento bacteriano. O suor écrino, por outro lado, é mais diluído e não provê altas concentrações de nutrientes para as bactérias.
O suor écrino indiretamente promove o odor, por dispersar o suor apócrino por uma área maior e por fornecer a umidade necessária ao crescimento bacteriano.
Os pêlos axilares constituem um importante fator contribuinte para o odor axilar. A área de superfície da haste do pêlo também contribui para o odor, age como local coletor de secreções apócrinas e aumentando a área disponível para proliferação bacteriana.

- Mecanismos de controle do odor

As espécies microbianas presentes normalmente sobre a pele são as responsáveis pela produção das substâncias que causam o mau odor devido à sua interação com os componentes do suor.
Esta flora bacteriana residente normal se encontra localizada no folículo piloso e nas glândulas sebáceas, num ponto profundo, que não permitem sua remoção completa. A higiene das axilas, por exemplo, suprime apenas temporariamente o odor que volta a aparecer num período relativamente rápido, assim que a flora normal alcança o desenvolvimento suficiente. Entre os mecanismos de controle do odor temos:

*Redução da perspiração apócrina
*Redução da perspiração écrina
*Remoção das secreções das glândulas apócrinas e écrinas
*Diminuição do crescimento bacteriano.

- Ação dos ativos antibacterianos

Os ativos antimicrobianos combatem o crescimento de microorganismos e, por conseqüência, o aparecimento do mau odor.
Uma variedade bastante grande de ativos antibacterianos de ação desodorante existe no mercado. O que se espera destes ativos, sobretudo, é a atividade bacteriostática. A função básica é diminuir o crescimento e não, eliminar totalmente a flora microbiana da pele.
Muitos são os fatores que influem sobre a ação dos agentes microbianos. De maneira geral, quanto maior a concentração do agente num desodorante, maior é o efeito e, às vezes também é maior o espectro de ação. A consideração da concentração, não se entende apenas pela concentração de ativo dentro do produto acabado, mas também a concentração que permanece sobre a superfície da pele e, mais, aquela que é acumulada sobre a superfície do microorganismo e dentro dele após a aplicação. A concentração do ativo desodorante pode até ser maior sobre a superfície da pele, após a evaporação do solvente. É importante considerar este fato quando do desenvolvimento da formulação de um desodorante. A “quantidade” de células bacterianas presentes na superfície da pele é determinante também para a ação de um desodorante.